Quarta-feira, 16.05.12

Recrutamento da Mossad

 

Este poderá ser um exemplar da mais recente arma da Mossad, segundo uma apurada investigação turca. A informação está aqui

 

(informação retirada do Facebook do camarada Jorge Costa - duas vezes no mesmo dia deve querer dizer alguma coisa).

 

Nuno Gouveia às 17:00 | partilhar
Sábado, 05.05.12

Seguro aposta tudo... em França

 

O Partido Socialista está a encarar estas eleições em França como se da sua própria sobrevivência se tratasse. Isto quando não está a dar importância às eleições gregas - será porque o PASOK vai ser copiosamente derrotado? Numa rápida pesquisa na Internet, encontro várias notícias dos últimos dias: depois terem escrito uma carta aos socialistas franceses para se empenharem na campanha de Hollande, na quinta-feira, Seguro foi ao comício de encerramento. Amanhã o PS irá abrir a sede no Largo do Rato para acompanhar e festejar a previsível vitória do socialista francês. Em vários comentários nas redes sociais, destacados dirigentes do PS não se cansaram de apelar ao voto em Hollande. É natural que os partidos desejem a vitória de aliados. Nem sempre sucede, mas é o mais normal. Mas é um exagero que se faça este espectáculo todo por causa de umas eleições num outro país. Se por acaso Sarkozy vencesse, será que isso seria uma derrota para o PS português? Não me parece.

 

Seguro e o PS desejam que uma vitória de Hollande se traduza numa alteração de políticas e que possibilite uma onda socialista de vitórias em toda a Europa. Mas não será necessariamente assim. Nas últimas eleições na União Europeia o que tem sucedido é que os governos que estão no poder têm sido maioritariamente derrotados. Em 2011 realizaram-se eleições na Irlanda, Estónia, Letónia, Espanha, Polónia, Finlândia, Eslovénia, Dinamarca e Portugal. Destas eleições, apenas na Polónia, Eslovénia e Letónia os Primeiros-ministros mantiveram-se em exercício. Já em 2012 na Eslováquia os sociais democratas derrubaram a coligação de centro-direita no poder. O que temos vindo a assistir, e é provável que tal continue durante os próximos tempos de crise, é que a maioria dos governos estão a ser penalizados nas urnas pelos eleitores. E isto não é uma onda socialista ou conservadora. É uma onda de contestação aos governos. De esquerda ou de direita. 

 

Em relação a esta campanha, e pelo que tive a oportunidade de observar, confirmei aquilo que pensava anteriormente dos dois principais intervenientes. François Hollande é um líder fraco e terá muitas dificuldades em governar a França, de acordo com as promessas que fez. Nicolas Sarkozy é bem melhor em campanha do que a governar. Uma derrota será a resposta dos franceses ao seu mandato, em que, apesar dos ventos de mudança que apregoava em 2007, pouco conseguiu fazer. Não deixa de ser uma penalização pela forma como governou. Isto, em consonância com o que se tem vindo a passar nos restantes países, é um aviso a todos os governantes europeus: governem bem ou serão corridos pelo eleitorado. Mesmo que pela frente lhes apareça uma figura tão fraquinha como Hollande. 

Nuno Gouveia às 17:22 | partilhar

Liberdade para comentares

Pedro, podes comentar os meus posts através de posts como esse.  Tu, como todos os outros que sintam necessidade ou vontade para tal. Ter blogues ainda é grátis (um desconto de 100%), e quem desejar responder é livre de o fazer. Até podem enviar-me um email, pois ele consta no meu perfil. Mas não nos meus posts. E a menos que se proíba essa opção aqui no Cachimbo, ou eu mude de opinião, como pode perfeitamente acontecer, assim vai continuar. Pode ser? Sim, acabo novamente com uma pergunta. E por isso, e para não sentires a necessidade de escreveres mais um post, deixo aberta a caixa de comentários. Um abraço. 

Nuno Gouveia às 12:50 | comentar | ver comentários (10) | partilhar

A concorrência é saudável

Há anos que nos queixamos da falta de concorrência que existe em Portugal. Há livros escritos a explicar como a falta de concorrência no sector não transaccionável (aquele que não está muito sujeito a concorrência externa) é uma das causas da estagnação da economia portuguesa dos últimos 12 anos.
Agora que, finalmente, se avizinha uma guerra de preços num desses sectores, mais precisamente o dos supermercados e hipermercados, levanta-se um conjunto imenso de vozes em coro a protestar, tendo já a ministra da agricultura prometido legislação adequada.
Caramba, mas querem competição, ou querem sectores protegidos a viver das tão propaladas rendas? Toda esta discussão em torno do Pingo Doce só me merece mais um comentário: tanta estupidez junta devia pagar imposto.
Luís Aguiar Conraria, A Destreza das Dúvidas

 

Promoções destas existem em todos os países desenvolvidos. Exemplos não faltam, desde o famoso boxing day em Inglaterra, Canadá e Nova Zelândia à Black Friday nos Estados Unidos. Em Portugal existem alguns sectores onde a concorrência é agressiva, o que só tem favorecido o consumidor: no mercado dos produtos para a casa, por exemplo, onde os preços baixaram consideravelmente com a entrada do IKEA; no sector da venda de produtos electrónicos, onde os preços também terão baixado com as promoções agressivas da Media Markt. As pessoas hoje podem não lembrar-se, mas recordo-me de ver muita confusão em lojas da empresa alemã em promoções do género. Pelo menos são dois exemplos que as pessoas conhecem. Encontramos nestes espaços produtos muito baratos, o que terá forçado outros concorrentes a fazer o mesmo. Isto para não falar no que significou para o país a instalação de uma base da Ryanair no Porto (e em breve será em Lisboa), que além de permitir a muitos portugueses viajar a baixo custo, trouxe centenas de milhares de novos turistas ao Porto e ao Norte do país. Desde quando é que em Portugal se considera estranho ser a favor de empresas que pratiquem preços baixos, promoções agressivas ou descontos exagerados? Não querendo fazer processos de intenções, viu-se pouca gente de fracas posses reclamar contra esta promoção. Aliás, nas minhas conversas desta semana, apenas aqueles para quem o dinheiro não é problema questionaram o desconto. Quem tem que contar os euros até ao final do mês, seja de esquerda ou direita, sabe bem dar o valor a estas promoções. E muitos apenas lamentaram não conseguir usufruir com o desconto. 

 

Noutros sectores a concorrência é nula ou muito ténue, e quem perde, no final, é o consumidor. Como o LA-C defende, esta previsível guerra concorrencial, que se adivinha entre a Jerónimo Martins e as restantes empresas, é saudável e devia ser recebida de braços abertos pela população. Afinal o que é que as pessoas querem? Monopólios que dominem o mercado, ou várias empresas a lutar pela conquista do consumidor? Se gostam de monopólios, podem aplaudir a posição dominante da GALP no sector dos combustíveis ou da EDP na electricidade. Será que é esse o modelo que desejam para o país?

Nuno Gouveia às 11:55 | partilhar

Pingo Doce

Nuno Gouveia às 11:30 | partilhar
Sexta-feira, 04.05.12

Um grande momento de televisão

 

Um jovem representante do movimento revolucionário Occupy Wall Street foi literalmente "desfeito" num dos programas mais vistos da televisão por cabo americana. Acredito que até poderia haveria pessoas mais qualificadas para defender o movimento anticapitalista que se passeia com iPads e Blackberrys pelas praças americanas, mas Sean Hannity convidou alguém que se tinha destacado na rival MSNBC. Pode não ser bonito de se ver, mas fica a sugestão para quem quiser.

 

PS: Há um português que se solidarizará com o jovem Occupier: o Gualter dos Verde Eufémia, que já passou por uma situação semelhante na SIC Notícias.

Nuno Gouveia às 20:01 | partilhar

In the 90's (LIX)

Nuno Gouveia às 19:45 | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Os camaradas que nos esclareçam

Uma cadeia de supermercados resolveu fazer descontos de 50% no 1º de Maio. Foi o dilúvio: as lojas encheram, os clientes atropelaram-se e a esquerda primitiva, que gosta de idealizar o povo mas sente náuseas quando o vê, atropelou os clientes.

 

Os descontos, que eu julgava benéficos para todos, são afinal uma derrota para consumidores e trabalhadores. Sobre os consumidores, nada a dizer: imagino que ainda exista por aí a nostalgia soviética de lojas vazias e senhas de racionamento na mão. Era mais ‘puro’ e ‘igualitário’.

 

Só estranho que os descontos sejam também uma derrota para os trabalhadores, embora seja difícil saber quais: os trabalhadores que ainda têm emprego no Pingo Doce e podem ganhar mais algum em dias feriados? Ou aqueles que podem comprar no Pingo Doce (com desconto) porque ainda têm emprego noutras paragens? Os camaradas que nos esclareçam. Isto, claro, se não estiverem demasiado ocupados a fantasiar ‘campos de reeducação’ para as massas alienadas.

 

João Pereira Coutinho, no CM

Nuno Gouveia às 12:51 | partilhar
Quinta-feira, 03.05.12

E continua em boa forma

"Ui, ui, o Pingo Doce é sempre desumano"

 

1. A moralidade marxista permite ao esquerdista dizer uma coisa e o seu contrário sem perda de legitimidade. Ou seja, a vulgata marxista transforma a verdade numa coisa plástica, adaptável a cada contexto táctico. Até há uns dias, ainda não tinha percebido bem esta lição do mestre. Mas agora acho que já percebo, e vou demonstrá-lo com um exercício mui científico.


2. Pingo Doce não faz descontos ou promoções. Reação dos donos da justiça social e da pureza de coração? Eis a prova da insensibilidade social dos porcos capitalistas.

 

Henrique Raposo no Expresso

Nuno Gouveia às 09:35 | partilhar

Então e os trabalhadores da Feira do Livro?

No 1º de Maio a Feira do Livro estava cheia de gente que se acotovelava nos corredores, procurando beneficar de promoções elevadas, várias vezes superiores a 50%, em stands onde trabalhavam diversas pessoas durante longas horas. 1º de Maio, pessoas a trabalhar, caos generalizado, promoções vistosas, aparente "dumping" das editoras. Nem uma palavra - uma - nas redes sociais, nos jornais, nos media, nos blogs. Porquê? 

 

José Gomes André, no Delito de Opinião

Nuno Gouveia às 01:06 | partilhar
Quarta-feira, 02.05.12

Stop Cristas

Supermercados: Ministra tem planos para evitar promoções inesperadas

 

A presença desta socialista no governo da coligação PSD/CDS começa a ser um caso embaraçoso. Não há ninguém que diga à senhora que já chega de fazer asneiras?

Nuno Gouveia às 17:38 | partilhar

Parabéns ao Pingo Doce

Discordo do que o Pedro defende aqui. A acção do Pingo Doce, além de ter tido um sucesso inegável, permitiu a muitas famílias comprar produtos a baixo preço. E só isso mereceria o meu aplauso. A Jerónimo Martins, que não é uma instituição de solidariedade, agiu em função do seu próprio interesse, como é óbvio, mas isso não invalida o facto de ter ajudado imensas pessoas. Aliás, esta política de descontos agressivos é usual em muitos outros sectores, e também noutros países desenvolvidos. Recordo a loucura que é a Black Friday nos Estados Unidos ou os descontos nos saldos em Portugal no sector da roupa, por exemplo, quando os descontos atingem valores muitas vezes superiores a 50 por cento. Sinceramente não percebo porque é que fazer descontos desta natureza é mau, quando é óbvio que são os consumidores os mais beneficiados deles. Venham mais acções desta natureza, neste e noutros sectores. Sobre ser no 1º de Maio. Mas qual é o mal? É algum dia sagrado para que não se possa fazer nada? É apenas um feriado, aliás a que poucos portugueses ligam, como ficou provado ontem.

 

PS: como tem sido divulgado, também os funcionários do Pingo Doce saíram beneficiados ontem. Além de terem recebido o triplo pelo dia de trabalho, ganharam um dia extra de folga e ainda podem usufruir da promoção num outro dia. Precisamos de mais grupos económicos como a Jerónimo Martins e de empresários como Alexandre Soares dos Santos.

Nuno Gouveia às 12:24 | partilhar
Sexta-feira, 27.04.12

In the 90's (LVIII)

Nuno Gouveia às 23:59 | comentar | partilhar
Quarta-feira, 25.04.12

Dalai Lama vai perder fãs à esquerda

 

Dalai Lama: I love George W. Bush

 Asked about the people he’s met who have really impressed him, the Tibetan leader-in-exile said during a sit-down with CNN’s Piers Morgan that other than Nelson Mandela – whom he considers “quite impressive” – he also admires Bush. “I love President Bush,” the Dalai Lama said.

Nuno Gouveia às 14:27 | partilhar

"The Keynesians will never forgive the Germans for being right"

Europe's Phony Growth Debate - Editorial do Wall Street Journal

 

Growth or austerity? That's the choice facing Europe these days—or so the Keynesian consensus keeps saying. According to this view, which has dominated world economic councils since the 2008 crisis began, "growth" is mainly a function of government spending.

Spend more and you're for growth, even if a country raises taxes to pay for the spending. But dare to cut spending as the Germans suggest, and you're for austerity and thus opposed to growth.

This is a nonsense debate that misconstrues the real sources of economic prosperity and helps explain Europe's current mess. The real debate ought to be over which policies best produce growth.

 

In the 1980s, the world learned (or so we thought) that the way out of the malaise of the 1970s were reforms that encourage private investment and risk-taking, labor mobility and flexibility, an end to price controls, tax rates that encouraged capital formation, and what the World Bank now broadly calls "the ease of doing business." Amid this crisis, Europe has tried everything except these policies.

If Reagan or Margaret Thatcher are toodéclassé for Europeans to invoke, how about Germany? Throughout the 1990s and the first years of the last decade, Germany was Europe's hobbled giant, with consistently subpar growth rates and unemployment that in 2005 hit 11.3%, nearly at the top of the OECD chart.



Nuno Gouveia às 13:13 | partilhar
Segunda-feira, 23.04.12

In the 90's (LVII)

The Mission, uma banda que gravou os melhores discos na década de 80. Mas durante estes anos ainda gravaram alguns bons álbuns, um desses o "Masque" de 1992, que não obteve grande sucesso comercial. 

Nuno Gouveia às 23:46 | comentar | partilhar
Domingo, 22.04.12

Jornalismo comprometido

O candidato não vai ganhar as eleições, mas é o melhor! Os seus discursos empolgam, mistura a Revolução Francesa com a revolução que podem fazer com as suas mãos. 

 

Clara Barata, jornalista do Público, considera que Jean-Luc Mélenchon, o candidato presidencial da extrema-esquerda francesa, é o melhor candidato. Porquê? Não se percebe. Além de um gosto duvidoso da jornalista, que não deveria (penso eu) ser chamado para uma reportagem, percebemos ao longo desta reportagem que Clara Barata está "apaixonada" pela candidatura de Mélenchon. Será que se uma jornalista dissesse que "Marine Le Pen não vai ganhar as eleições, mas é a melhor" não suscitaria reacções adversas? Quando lemos reportagens esperamos que contenha alguma objectividade e neutralidade em relação ao tema que se está a abordar. Em política, sabemos que raramente isso acontece. Mas era desnecessário ser tão frontal na declaração das suas preferências políticas. Nota negativa para este panegírico travestido de reportagem. 

Nuno Gouveia às 17:03 | partilhar
Sexta-feira, 20.04.12

In the 90's (LVI)

Nuno Gouveia às 22:10 | comentar | partilhar

A vergonhosa parcialidade

Nos anos Bush qualquer episódio menos próprio que envolvesse soldados americanos era culpa do Presidente. Abu Ghraib foi o exemplo mais explorado pelos media (europeus e americanos, aqui não há diferença), apesar dos responsáveis terem sido punidos. Mas nessa época, a responsabilidade terminava sempre em George W. Bush, qual diabo na terra. Com Obama tudo mudou. Infelizmente, continuaram a aparecer em público condutas menos próprias de soldados americanos no Afeganistão (exemplo das fotos divulgadas esta semana pelo LA Times), mas o critério já não é o mesmo. Agora a responsabilidade é apenas dos malvados soldados, mas nunca do Presidente. Este passa incólume, como se fosse nada com ele. Eu até penso que Obama não tem culpa pelos abusos cometidos, tal como W. Bush também não. Mas a duplicidade de critérios é inacreditável. Será que os media não coram de vergonha?

 

PS: Claro que ajuda à festa que a esquerda europeia, que anteriormente estava sempre escandalizada com tudo o que os Estados Unidos faziam, agora estar caladinha: seja por Guantanamo, aumento do esforço de guerra no Afeganistão, assassinatos de terroristas ou por estas situações menos próprias.  Se Mitt Romney for eleito em Novembro, voltaremos a ouvir falar esta gente.  

Nuno Gouveia às 21:19 | partilhar
Quinta-feira, 19.04.12

Consequência...

Disto que o Paulo tinha falado de manhã? 

 

Paulo Saragoça da Matta retira candidatura ao Tribunal Constitucional

Nuno Gouveia às 19:31 | partilhar

Cachimbos

O Cachimbo de Magritte é um blogue de comentário político. Ocasionalmente, trata também de coisas sérias. Sabe que a realidade nem sempre é o que parece. Não tem uma ideologia e desconfia de ideologias. Prefere Burke à burqa e Aron aos arianos. Acredita que Portugal é uma teimosia viável e o 11 de Setembro uma vasta conspiração para Mário Soares aparecer na RTP. Não quer o poder, mas já está por tudo. Fuma-se devagar e, ao contrário do que diz o Estado, não provoca impotência.

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