Quinta-feira, 17.05.12

Descontos: porquê na carne?

Há razões, também económicas, para que as crianças creiam que o bife é integralmente fabricado no supermercado.

 

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Victor Tavares Morais às 18:47 | comentar | ver comentários (3) | partilhar
Segunda-feira, 14.05.12

Comitologia popular

Atraído pelo post fui ler a entrevista. E o que propõe a senhora comissária Viviane Reading para ajudar a resolver tão sério problema (a inclusão dos eleitores europeus na política europeia) ? Uma ideia assaz original - a comitologia de base popular.

 

“… uma consulta inédita aos cidadãos que pretende ser muito ampla. Que vai perguntar ao homem da rua: quais são os seus problemas face à Europa? Quais são os seus sonhos? O que é mais frustrante na maneira como se está a construir a Europa? O que gostaria que fizéssemos? Será uma consulta que se prolonga até Setembro, que envolve associações nacionais e cujos resultados vão ser analisados para lançar um grande debate público ao longo de 2013, ….

Esta consulta vai conduzir-nos a um grande relatório….”

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Victor Tavares Morais às 22:57 | comentar | partilhar
Domingo, 13.05.12

No princípio era a fotografia (Andrés Kertész)

Andrés Kertész (1894-1985)

 

Deixou uma obra de génio e de um grande humanismo, só possível num mundo em profundo sofrimento. Foram duas qualidades que nunca o abandonaram, na guerra e na paz, da sua Hungria natal aos Estados Unidos onde acabou os seus dias. Um artista de uma grande humildade, de quem Cartie-Bresson disse "tudo o que nós fizemos já Kertész o tinha feito antes". Fragmentos de uma entrevista de Andrés Kertész à BBC em 1983, dois anos antes de morrer.

 

Victor Tavares Morais às 19:25 | comentar | partilhar
Sexta-feira, 11.05.12

Socialistas improváveis

Alexandre Soares do Santos em entrevista à SIC disse que a campanha do 1º de Maio visava apenas recuperar vendas, mas que não se repetirá. Entre outras razões importantes para não o fazer, ele deve ter sido informado de duas coisas: a primeira, que certamente desconhecia, é que temos um Governo socialista; a segunda que decorre da primeira, é que o Modelo Continente com uma quota superior a 25% só poderá aumentar marginalmente a actual quota de mercado, caso contrário os organismos reguladores imiscuem-se no mercado.

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Victor Tavares Morais às 00:24 | comentar | ver comentários (2) | partilhar
Quinta-feira, 10.05.12

Que país socialista é este?

Que tem um Código de Conduta para o grande retalho alimentar (Groceries Supply Code of Practice - GSCOP) que impõe "regras nos contratos com os fornecedores"?

 

“...

Retailers are prohibited from making retrospective adjustments to terms of supply.

• Retailers are prohibited from entering into arrangements that result in suppliers being held liable for losses due to shrinkage.

• Retailers are required to enter into binding arbitration to resolve any dispute with a supplier under the GSCOP.

• Retailers are required to provide notice of and reasons for de-listing suppliers or significantly reducing suppliers’ business.

• Retailers are required to establish an in-house compliance officer responsible for compliance with the GSCOP, with a direct reporting line to the audit committee (or non-executive director).

• Retailers are required to keep written records of all agreements with suppliers on terms of supply.

...”

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Victor Tavares Morais às 13:10 | comentar | ver comentários (8) | partilhar
Sábado, 05.05.12

Energiewende

 

Fritz Vahrenhold  é um cientista e político alemão (SPD), e desde 2008 CEO da empresa de energias renováveis do grupo empresarial alemão RWE, foi também um herói do movimento ambientalista em 1978 quando publicou um livro muito crítico da indústria química. Mas após a publicação do seu último livro “Die Kalte Sonne” (O Sol esquecido) em que desalinha do consenso na questão das alterações climáticas, mesmo sendo presidente de uma grande empresa de energias renováveis, foi de imediato acusado pelos movimentos ambientalistas alemães de ser um “lobista” a favor da indústria das energias fosseis (a RWE é também o maior electroprodutor alemão na tecnologia de centrais eléctricas a carvão).

 

Esta semana Fritz Vahrenhold deu uma entrevista à Energy Policy Review, a qual pode ser lida aqui. O mais interessante da entrevista é a crítica que Vahrenhold faz ao plano energético de transição alemão (Energiewende). É um plano irracional que, nas suas palavras, ameaça destruir a indústria que está na base da prosperidade económica alemã. E pior, ao contrário do que possa ser percepcionado pela opinião pública, o plano alemão não congrega uma visão europeia sobre a energia e o ambiente, reflecte apenas uma perspectiva egocêntrica, isto é, não tem um contexto europeu (conclusão minha). A Alemanha avançou para a implementação de um plano desta dimensão sem primeiro se concertar com os seus vizinhos, o que é, no mínimo, um acto de enorme arrogância e uma asneira grosseira. 

 

So how can Germany get out of this dead end?

 

-The exit is Europe. The Energiewende should be a European task. It makes no sense to do it with solar power in Flensburg Solar when you can do it in Andalusia for one third of the cost. Wind energy in the Po delta in Italy makes no sense either. But before we can do it on a European scale we need a pan-European grid. Building such a grid will take us at least twenty years. “

 

 

Infelizmente, para os federalistas europeus mais optimistas, a Alemanha dá hoje todos os sinais (na área da energia…) de não saber o que é uma comunidade. Independentemente da qualidade do plano energético alemão, a sua reflexão e acção nesta área enquanto país, são ainda caracterizadas pelo mesmo grau de independência e autonomia que observávamos na grande nação alemã do final do século XIX, e nunca as que deviam qualificar um Estado de uma futura federação europeia do século XXI. 

Victor Tavares Morais às 08:56 | comentar | ver comentários (5) | partilhar
Sexta-feira, 04.05.12

..., Zero

 

Amanhã, dia 5 de Maio vai ser desligada a única central nuclear japonesa em funcionamento e pela primeira vez em décadas o Japão não terá um único reactor nuclear (dos 54 existentes) em funcionamento para produção de energia eléctrica. Mas a transição energética, sem nuclear, pode vir a revelar-se muito difícil.

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Victor Tavares Morais às 19:12 | comentar | ver comentários (3) | partilhar
Sábado, 28.04.12

O abraço do urso

 

Para quem tem estado atento às questões europeias a leste, tem sido óbvio o clima de conflito permanente que a Polónia alimenta com a União Europeia a respeito das questões energéticas e ambientais. Questões essas que vão do número de licenças de emissão de CO2 ao desmantelamento do parque electroprodutor a carvão, até à legislação relativa à exploração de hidrocarbonetos. Em suma, a Polónia sente hoje pouca compreensão por parte de União Europeia no seu esforço para não cair numa maior dependência energética da Rússia. Outros países de leste também enfrentam este enorme desafio, o de se libertarem do estado de dependência do gás Russo, nomeadamente a Ucrânia e a Hungria. A Bielorrússia parece já dominada e confortável com a situação de dependência relativamente a Moscovo.

 

O propósito destes países é não só político mas também económico. O gás russo é tradicionalmente vendido em contratos de longo-prazo, a um preço em que a indexação ao petróleo pesa mais de 85%. A Ucrânia paga hoje preços de gás natural superiores a 400 $/m3 (valor que é superior em dobro ao que pagam os seus vizinhos da Bielorrússia) e a sua vasta rede de gasodutos é “sucata” se por ela não transitar gás em direcção à Europa. A relação energética da Rússia com a Ucrânia relativamente ao preço do gás tem oscilado entre a negociação e a ameaça dos tribunais arbitrais, no entanto os ganhos para os ucranianos são duvidosos. Em Abril de 2010 o presidente Yanukovych da Ucrânia e Dmitri Medvedev assinaram o Acordo de Kharkiv (pura ironia, a cidade onde Yulia Tymoshenko está presa) que garante aos russos a permanência por mais 25 anos da frota do Mar Negro na região da Crimeia, em troca de um desconto no preço do gás, mas os termos deste acordo permanecem no maior dos secretismos.

 

Uma alternativa recente oferecida a estes países para os aliviar do espartilho russo é a auto-produção, nomeadamente de gás não convencional: o shale gás (gás de xisto) e também o CBM (coal bed methane). A Polónia leva a dianteira com duas dezenas de furos de prospecção realizados e ambiciona começar a sua exploração do gás de xisto dentro de 3 a 4 anos, já a Ucrânia anunciará em Maio as empresas vencedoras para a exploração do mesmo gás nas duas zonas geológicas de maior potencial, mas a exploração comercial só será possível dentro de 5 a 7 anos.

 

Sem a ajuda europeia, estes países contam com os Estados Unidos que deslocaram para a região um contingente de empresas, com competências e tecnologia na área do gás não convencional, para permitirem a revolução desejada. Os EUA não querem arriscar perder a zona tampão que separa a Rússia da Europa Ocidental, na qual a Polónia é absolutamente determinante em termos geoestratégicos.

 

A Rússia e a Alemanha (a UE é aqui um “sleeping partner” instrumental), pelo vector da energia, estão a realizar uma estratégia voluntária de tenaz que ambiciona a asfixia económica dos países da antiga órbita soviética, no sentido de os conduzir de volta e pelos próprios pés à esfera de que se tinham libertado. Vamos ter que voltar a estudar a história das relações internacionais na Europa de Bismarck, porque é este o modelo que as elites na Alemanha e na Rússia tanto ambicionam, e não o escondem – uma relação bilateral das duas potências continentais europeias sem intermediação, nem de Bruxelas nem de Washington. A oeste e pela via da dependência financeira a Alemanha também tem vindo a construir a sua órbita de dominância política e económica – mas esta realidade é-nos menos estranha.

 

Hoje, começa a ficar evidente que a Rússia está apostada em abraçar energeticamente a Europa. Os russos estenderam um primeiro braço energético pelo norte até à Alemanha e fizeram com os alemães o gasoduto do Mar Báltico (o “Nord Stream” – para contornar a Ucrânia e a Polónia) sem Bruxelas ser tida ou achada, agora o mesmo está a acontecer com o “South Stream” (um outro gasoduto para contornar a Geórgia e a Turquia pelo Mar Negro) e deram a conhecer esta semana que a construção vai ter início ainda este ano. É o braço sul, que entra pela Bulgária e que vai ser estendido até à Itália e à Grécia, terminando na Áustria. O que também parece evidente é o propósito dos russos em minar o principal projecto energético com patrocínio europeu: o Nabucco.

 

Enquanto o kzar e a chanceler negoceiam e decidem o futuro da Europa, em Bruxelas legisla-se sobre o superior interesse das galinhas poedeiras. Não há o risco de, no imediato, a União Europeia se converter num clube de desocupados – não é ainda a preguiça e o ócio que a ameaça: é a irrelevância.

Victor Tavares Morais às 08:22 | comentar | ver comentários (8) | partilhar
Quinta-feira, 26.04.12

Espancada na prisão

 

"Mrs. Tymoshenko, 51, is ill.

She refuses to be treated in a Ukrainian hospital or by Ukrainian doctors, because she fears they may be ordered by the government to harm her.

Now Tymoshenko has gone on hunger strike after prison officials tried to force her to a hospital. Last Friday, she was beaten black and blue and punched in the stomach, according to her lawyer, Serhiy Vlasenko.

Henadiy Tyurin, the regional prosecutor of Kharkov, told reporters that officials did use some force.

"According to the law ... the prison service has the right to use physical measures. She [Tymoshenko] was picked up, carried to the car and taken to the hospital," he said."

 

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Victor Tavares Morais às 18:18 | comentar | ver comentários (3) | partilhar
Quarta-feira, 25.04.12

O que os outros recordam do 25 de Abril de 1974

 

Victor Tavares Morais às 10:02 | comentar | partilhar
Sábado, 21.04.12

Dois modelos e um abraço

 

Está aí a eleição presidencial francesa, e ao contrário do que inicialmente parecia ser um factor distintivo dos candidatos, o modelo energético francês não chegou a ser seriamente posto em causa. Com Sarkozy e Mélenchon claramente do lado pró-nuclear, François Hollande limitou-se a um acordo com os ecologistas para uma redução da dependência energética francesa da energia nuclear dos actuais 75% para os 50% em 2025 – a montanha pariu pouco mais do que um rato. Ficou claro, mesmo antes de conhecermos os resultados eleitorais, que a França vai manter o seu modelo energético. Do outro lado está a Alemanha, que fez saber no ano passado que iria desactivar as suas centrais nucleares até 2022. Parece evidente que vamos ter na Europa, pelo menos, dois modelos energéticos distintos, o francês e o alemão. No “clube francês" alinham o Reino Unido, a Holanda, a Polónia e a República Checa, do lado alemão, parecem já estar cativados: a Áustria, a Suíça e a Itália.

 

Se em França é a manutenção do status quo, e portanto a incerteza não é condição determinante, já o modelo alemão convoca aos especialistas e políticos todas as dúvidas e perplexidades – Como vai um país altamente industrializado revolucionar o seu modelo energético sem comprometer a sua competitividade económica? Qual o significado político desta mudança? O objectivo alemão é de ter 30% de renováveis até 2020 e 100% em 2050. A produção renovável vai exigir uma capacidade de “back-up” muito considerável que só as centrais a gás parecem poder oferecer, o que também significa, que o modelo energético desejado vai deixar a Alemanha ainda mais dependente do gás russo.

 

Com a mudança do modelo energético alemão, algo muito significativo poderá estar a acontecer na Europa – uma maior aproximação de Berlim a Moscovo, com todas as implicações políticas daí decorrentes. O que ontem poderia parecer ter carácter especulativo, com a saída de Gerhard Schröder directamente da chancelaria alemã para a petrolífera russa, tem hoje da observação dos factos recentes, um significado muito concreto. Por exemplo, quando a Rússia desvia, desde o início deste ano, parte significativa do gás com destino à Alemanha dos gasodutos ucranianos (privando a Ucrânia dos proveitos desse trânsito) para o recentemente construído gasoduto russo do Mar do Norte (Nord Stream), que liga a Rússia directamente à Alemanha.

 

Em breve, ao abraço do urso poderão sucumbir a leste, por asfixia económica, países como a Ucrânia, mas desenganem-se, os que pensam que não é nada connosco - o “bafo” do urso também se fará sentir a oeste.

(continua)

Victor Tavares Morais às 09:58 | comentar | ver comentários (7) | partilhar
Domingo, 15.04.12

Tarifas familiar e "Negas"

 

É por estas singularidades que gosto de ler o Pedro Arroja. Uma boa ideia é quase sempre uma ideia simples. A instituição familiar pode e deve ser sempre apoiada, também por razões económicas. Por exemplo, no caso da energia eléctrica e da água está mais que comprovado que a família induz enorme eficiência no consumo (à eficácia da mãe junta-se a sobriedade do pai). As famílias equivalem a pequenos produtores de “Negawatt e de “Nega metro cúbico”, e ninguém lhes paga. Se as famílias são um factor de eficiência dos sistemas, isto é induzem custos de uso geral mais baixos, não deviam ter um tarifário que reflectisse isso mesmo? Então, porque razão há tão poucas empresas que operaram nestes sectores com tarifários familiar?

 

A alternativa económica podia ser um mercado secundário, onde as famílias pudessem vender os seus “Negas”, mas isso é uma outra louça.

Victor Tavares Morais às 13:38 | comentar | ver comentários (5) | partilhar
Sábado, 07.04.12

O mundo em silêncio



Silent world - Lucie & Simon, 2009 - 2012
USA, China, France, Italy
Musica de Philip Glass e Daft Punk
Victor Tavares Morais às 13:00 | comentar | ver comentários (2) | partilhar
Sexta-feira, 06.04.12

"isto é todo o nosso pensar"

"Pensamos que só poderemos ser livres e verdadeiramente nós mesmos, se seguirmos exclusivamente a nossa vontade. Vemos Deus como contrário à nossa liberdade. Devemos libertar-nos d’Ele – isto é todo o nosso pensar –; só então seremos livres. Tal é a rebelião fundamental, que permeia a história, e a mentira de fundo que desnatura a nossa vida. Quando o homem se põe contra Deus, põe-se contra a sua própria verdade e, por conseguinte, não fica livre mas alienado de si mesmo. Só somos livres, se permanecermos na nossa verdade, se estivermos unidos a Deus. Então tornamo-nos verdadeiramente «como Deus»; mas não opondo-nos a Deus, desfazendo-nos d’Ele ou negando-O. Na luta da oração no Monte das Oliveiras, Jesus desfez a falsa contradição entre obediência e liberdade, e abriu o caminho para a liberdade."

 

SANTA MISSA NA CEIA DO SENHOR

HOMILIA DO PAPA BENTO XVI

Quinta-feira Santa, 5 de Abril de 2012

Victor Tavares Morais às 12:20 | comentar | partilhar
Sábado, 31.03.12

Via com algum Verde(te)

A CGD não deixa de surpreender, depois da proposta de Teixeira dos Santos para a administração da PT, surge agora envolvida neste sindicato bancário da OPA à Brisa. Mais uma vez, o dinheiro da banca segue por "via rodoviária", o importante é que haja um campeão nacional e não um estrangeiro, e num tempo de desemprego elevado acarinhemos aquela empresa que tanto posto de trabalho criou por esse país fora. Antecipo já a lógica utilitarista dos advogados da causa (uma lógica sem cor política): é um grupo português; é uma empresa que está muito barata; financeiramente é muito bom para a CGD, etc. Já vamos conhecendo a lógica, bem como as suas personagens.

Ficamos esclarecidos, mais uma vez, a banca e os grandes grupos seguem pela via verde, o resto da economia pode esperar.
Victor Tavares Morais às 18:12 | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Bana: o Sinatra crioulo celebra 80 anos




Hoje à noite no Coliseu dos Recreios em Lisboa celebra-se o 80º aniversário do rei da morna.

Victor Tavares Morais às 16:02 | comentar | partilhar
Terça-feira, 27.03.12

Presidenciais, gasolina e geopolítica

Um artigo de Daniel Yergin publicado no dia 16 de Março no WSJ.

 

As in the 2008 presidential election—remember the chants of “Drill, baby, drill!”—rising oil and gasoline prices have become an issue in 2012. But election-year politics aside, the forces driving up prices at the pump are very different today than they were four years ago. In 2008, it was primarily the surge in oil consumption in emerging markets, disruptions, and a belief that the world was running short of oil (the so-called peak oil crisis).

 

In 2012, the reason is mainly geopolitics.

(…)

A market this tight would already be susceptible to upward price pressures. But the market is operating on expectations that supplies will become even tighter as new U.S. and European sanctions against Iran take effect and the risk of military conflict increases. Put simply, the oil market is reading the front page.

 

Given these circumstances, there's not much Washington can do in the short term to reduce prices at the pump.

 

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Victor Tavares Morais às 22:56 | comentar | partilhar
Domingo, 25.03.12

Ainda vamos acabar por beber electricidade!

 

A Água será este ano um tema sensível em Portugal, motivos não faltarão: a seca;  a possibilidade de reactivação do plano de transvases espanhol; e a possível revisão dos caudais desviados dos rios internacionais. A agricultura, destinatário principal do consumo, já sofre com a falta de água e quando chegar o verão vamos ver como vão sobreviver as populações das localidades do interior e litoral sul. O tema voltará à actualidade política nacional muito em breve, até porque, de acordo com o recente inquérito do Eurobarómetro 98% dos portugueses já estão preocupados com as secas.

 

A gestão da água que Portugal dispõe nas suas principais bacias hidrográficas está profundamente interligada com Espanha. O Governo Espanhol suspendeu em 2004 o plano nacional de transvases que se destinava a suprir a falta de água do sul do país, mas esta suspensão teve uma espécie de contrapartida, que parecia ser também uma solução para a crónica falta de água, o licenciamento de grandes estações dessalinizadores a construir na costa sul. Das mega-centrais de dessalinização planeadas creio que poucas avançaram mas, mesmo assim, Espanha conta hoje com mais de 700 estações de dessalinização, tem uma capacidade instalada equivalente a aproximadamente 1.600.000 m3/dia (o suficiente para abastecer toda a população de Portugal, a níveis de consumo superiores aos recomendáveis pela OMS), capacidade que é a maior no mundo ocidental; e tem um verdadeiro cluster de empresas que fornecem soluções e equipamentos desde o Médio Oriente à Austrália, passando pelos EUA e Reino Unido.

 

Os governos espanhóis não têm olhado a meios para resolver o problema da água, tentaram de tudo um pouco: do sobre dimensionamento das albufeiras; aos megalómanos transvases, mesmo de rios internacionais; passando pela produção de água dessalinizada. A aplicação dessa água desviada ou dessalinizada é, nalguns dos casos, que não o consumo humano, muito questionável, nomeadamente na agricultura de regadio no centro e sul da Península. O preço da água em Espanha é, na generalidade dos casos, altamente subsidiado para a actividade agrícola não reflectindo o custo económico e social da sua produção e disponibilização. Infelizmente alguns destes custos estão do nosso lado, em Portugal.

 

O plano espanhol de dessalinização de água parecia ser aquele que poderia conter menos riscos para Portugal, a subsidiação e a internalização dos custos, a existir, seria feita em Espanha. Acresce que, a dessalinização de água do mar conjugada com a elevada produção de electricidade por fontes renováveis disponível em Espanha, como a eólica e a solar, com as suas características de intermitência poderiam oferecer ao sistema eléctrico uma solução parcial para “acumular energia”  nas horas de maior vazio (a cava do diagrama de carga): produzindo água dessalinizada.

 

Suspeito que a motivação do Governo Espanhol para o renascimento do plano de transvases é o facto da indústria da construção cívil estar parada - a continuação do plano de transvases é fundamental para reanimar a actividade das empresas da construção espanholas. Há que aguardar pelas reacções das regiões afectadas por esta intenção do Governo, pois não são integralmente favoráveis ao plano.

 

Quanto a Portugal, os relatórios das Nações Unidas não vislumbram um futuro climatologicamente muito promissor, se as coisas mudam do lado de lá da fronteira e a Natureza não colabora, nós é que vamos acabar por ter que “beber electricidade” (água do mar dessalinizada).

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Victor Tavares Morais às 10:53 | comentar | ver comentários (2) | partilhar
Sexta-feira, 23.03.12

em má hora

“Como prevenir este fenómeno? ... Mas também é necessário manter (e, se possível, reforçar) a coesão social, apoiando instituições como a família ou a escola – e outras cuja utilidade é menos evidente, como as Forças Armadas, em má hora privadas do que lhes conferia um cunho comunitário: o serviço militar obrigatório.”

 

(Novos terroristas - Rui Pereira, Professor Universitário e ex-ministro)

Victor Tavares Morais às 07:34 | comentar | ver comentários (6) | partilhar
Quinta-feira, 22.03.12

Preço de 1 metro cúbico de água da torneira

 
 
A propósito do Dia Mundial da Água que hoje se celebra eis um ranking de preços da água canalizada. Em Lisboa o valor foi calculado com o tarifário da EPAL  para um consumo de 10 m3/mês com um contador de calibre mínimo 15 mm. Este não é o preço médio que os clientes pagam em Lisboa, é um preço mínimo, porque se o calibre do contador subir para 25 mm o preço do metro cúbico sobe para 2,24 €/m3. Os valores para as restantes cidades foram obtidos aqui. Se não gostam dos resultados, ou quiserem outra informação podem sempre tentar consultar os estudos da ERSAR.
 
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Victor Tavares Morais às 08:33 | comentar | ver comentários (7) | partilhar

Cachimbos

O Cachimbo de Magritte é um blogue de comentário político. Ocasionalmente, trata também de coisas sérias. Sabe que a realidade nem sempre é o que parece. Não tem uma ideologia e desconfia de ideologias. Prefere Burke à burqa e Aron aos arianos. Acredita que Portugal é uma teimosia viável e o 11 de Setembro uma vasta conspiração para Mário Soares aparecer na RTP. Não quer o poder, mas já está por tudo. Fuma-se devagar e, ao contrário do que diz o Estado, não provoca impotência.

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